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Projeto de escritor. To sempre de malas prontas pra lugar nenhum por que até hoje não achei casa alguma dentro de mim. (Pra saber mais, clique ali em Quem eu sou, à direita)
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domingo, 22 de abril de 2012

Everything I Am



Entre a perfeição como profissional e a lástima de pessoa. Entre gestos solícitos e atitudes desagradáveis. Entre os deveres e as responsabilidades. Entre a genialidade e a imbecilidade. Entre e o medo e a confiança. O desejo e o entendimento dele ser passageiro. Vivendo entre paradoxos. Em mente, o sentimento de ser um mero mortal e o desejo de faraó. 
Entre a linha de chegada e o espírito esportivo. Entre o egocentrismo e a humildade, encubados em um lugar guardado juntamente à problemas, temores e dogmas. Entre ser um Illmatic ou apenas mais um. Entre tentar fazer o bem ou nem me importar. Entre tentar ser o que acho que sou ou descobrir fazendo escolhas sem pensar.
Minha avó me deu um beijo na testa e me abençoou. Desde aquele dia ando por essas ruas, mas essa cidade é pequena, assim como essas pessoas que pensam pequeno sobre problemas grandes sem o entendimento das coisas que acontecem pelo dia-a-dia. Mas talvez eu seja mais um, mas eu não posso voltar por esse caminho. 
E entre viver esses 'talvez's', talvez eu não devesse ser assim. Talvez eu deva esquecer e não esperar por esperar. E fazer por não esperar retorno. Talvez eu aja assim e seja legal. Talvez isso não faça parte de mim. Porém tudo o que não sou, faz ser aquilo que eu sou. 

domingo, 4 de março de 2012

Love Lockdown


Tantas vezes eu parei pra pensar e tantas vezes decidi nunca mais tocar nesse assunto. Qual? O amor. 
São várias as razões para não escrever mais sobre isso.. é algo clichê, difícil de entender, mas principalmente por se escrever usando apenas a emoção e não a razão. Relembrando memórias que saem de uma história cheia de arco-íris para ficarem tão preto e brancas em um texto. Provavelmente, a emoção mais primordial e nobre do ser humano, hoje em falta. Não usamos de razão, apenas somos levados por uma emoção. Quando o feitiço acaba, a realidade aparece. 
Porque perseguimos tanto isso? Porque queremos tanto isso? Porque somos dependentes de algo que pode mudar em tão pouco tempo? Porque esse sentimento se vai? 
Bom, eu não sei.. e é tão difícil achar respostas quanto mesmo achar razão em escrever sobre isso. Eu acho que isso é algo que ninguém nunca programou, mas acontece. Quando existe uma sobrecarga (a vida), a magia acaba, o encanto fica fraco e começamos a nos ver como seres humanos e não como pessoas que dependem uma da outra. E eu nunca saberei, até isso acabar, até perder o controle. Amor e suas causas. Amor e suas guerras perdidas. Amor e suas feridas. Amor, e seu refugo na bebida. Almas perdidas, almas tão sofridas. Almas pequenas, para um sentimento tão grande. Carinho, rosas queimadas. Beijos, com escarro. Abraços cheios de cicatrizes. E no final, tudo isso será perdido. Erros continuaram na memória, boas lembranças se tornaram em pesadelos e beijos, carinhos, serão esquecidos. Na verdade, esse texto será apenas mais um na série de decepções amorosas, junto a tantos filmes e músicas que falaram tanto disso e não conseguiram mudar o final da história. 
A grande verdade, é que não existe um final. Tudo isso se manterá vivo dentro de nós. Nas nossas ações, pensamentos e próximas decisões. Para onde vamos? Tão longe de onde estávamos.. somos tudo, menos o que eramos, andando nas ruas sem nos cumprimentar, como inimigos públicos, mantendo nosso orgulho tolo. Tínhamos tanto, para acabar com tão pouco? Onde isso acabará? Eu não estou pronto para a linha de chegada.. 

Through The Wire


 Lá se vão mais de 16 dias desde a minha última postagem. Desde então, algumas mudanças, como meu ingresso à faculdade e a retirada de meus sisos. Mas bem, essa última, não é uma novidade.
Passei o último final de semana em Porto Alegre, a capital de todos nós, uma metrópole cheia de idas e vindas, onde despejei praticamente todo o dinheiro que tinha. Melancólica, grande, antiga, suja, turbulenta.. pois em Porto Alegre não existem meios termos, ou se está meio vivo, ou se está morto. 
Multidão de pessoas, tão sozinhas. Vidas interligadas, mas indivíduos tão sozinhos. Cada um vivendo a sua vida, cada vez mais perdendo o senso de comunidade que se tinha antigamente. Tantos sonhos e tanto medo. Tantas vontade, tão pouco dinheiro. Pessoas vivendo no limite, que já estão mortas por dentro. Sem sentimentos, sem essência.
E talvez esse seja apenas mais um texto confuso, muito pelo fato de ter passado tanto tempo pensando e tão pouco escrevendo. Não sei se voltei de lá com mais dúvidas ou certezas. Mas certamente se eu não fosse tão complicado, tudo seria bem mais simples.