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Projeto de escritor. To sempre de malas prontas pra lugar nenhum por que até hoje não achei casa alguma dentro de mim. (Pra saber mais, clique ali em Quem eu sou, à direita)
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domingo, 7 de outubro de 2012

i(Phone)

Esses tempos li na Superinteressante que a bateria do iPhone dura 4 meses em média. Ou seja, o aparelho sai de fábrica com uma data de validade: são apenas 4 meses de uso sem problemas. Após os 4 meses, começa o principal problema: a bateria. Um iPhone é caro e trocar a bateria custa o mesmo do que comprar um eletrônico novo. O custo-benefício é válido? É estranho como esperamos tanto para o lançamento de algo que quase não tem inovação. Endeusamos o seu criador, ficamos chocados com tantos aplicativos, mas nada dura pra sempre. Tudo tem um prazo de validade, assim como eu, como nós.
Nós começamos relacionamentos sabendo que em algum momento ou outro, erros serão cometidos e a separação será inevitável. O iPhone ao menos tem um prazo quase certo: 4 meses, deve ser por isso que gostamos tanto desses aparatos tecnológicos. Ao contrários dos seres humanos, ele não irá acordar se sentindo diferente, cansado de tudo e irá partir. O seu iPhone será substituído por outro, sem mágoas e sem despedidas. Tudo tem um prazo, todos nós temos um prazo.

sábado, 7 de janeiro de 2012

A revolução não será televisionada

Vivemos na geração da tecnologia. Temos tudo que nossos pais e avós nunca tiveram e nem pensavam que iria existir. Vivemos na era tecnológica, onde estamos sempre conectados. A Internet revolucionou o mundo, mas principalmente o nosso jeito de viver. Está cada vez mais fácil ter contato com as pessoas. Porém, será que tudo isso valeu a pena?



iPods, iPads, iPhones.. são várias as criações, tendo citado aqui apenas as mais notáveis, criadas por Steve Jobs. A humanidade deu um grande salto nas últimas décadas em relação a tecnologia. Chegamos a Lua, satélites; conquistamos o espaço. Diminuímos as barreiras entre as pessoas. Está cada vez mais fácil de se comunicar. Assim, estamos mais próximos um dos outros, certo?
Errado. A tecnologia facilitou o contato, porém distanciou as pessoas. Contraditório, não? Estamos cada vez mais próximos, mas menos conectados aos outros. Não prestamos mais atenção no que o que os outros sentem, por vivermos em uma geração robotizada, e assim como robôs, não demonstramos sentimentos. Deixamos de ter o contato cara a cara e mesmo isso sendo a coisa mais simples do mundo, traz grandes mudanças, pois não sabemos mais o que os outros sentem, não conseguimos mais prever as emoções das pessoas, deixamos de tocar, de falar, de ver com tanta veemência.
Não sou hipócrita, e nem poderia ser. A tecnologia me fez muito bem, principalmente em relação a rede sociais, o próprio Blog e até o conhecimento de pessoas novas. Porém, ao mesmo tempo que trouxe coisas boas, trouxe coisas ruins. Esperamos a pessoa entrar no MSN, mas nunca esperamos ir atrás delas. Procuramos 'aprender' ao máximo na internet e deixamos de viver. Paramos de sair de casa, para ficarmos de frente a um aparelho a noite toda, e isso, é assustador.
Talvez o pior, não seja em si a tecnologia, e sim a dependência que criamos em cima dela. As pessoas saem de férias e estão no computador por terem medo de perder o que está acontecendo nas redes sociais. A revolução não será televisionada. Não serão nos computadores ou nas TV's que vocês irão encontra-las. Twitter's, Facebook's, Tumblr's.. em nada disso vocês encontraram o amor que se sente em um abraço, a sabedoria que está dentro de um livro ou a experiência que se consegue ao viver. 
Porém, esta é uma geração alienada. De valores duvidosos, então provavelmente nada do que falei aqui fará sentido a maioria, ou irá mudar algo. Acho que nem eu esperava que fosse mudar algo.. apenas precisava desabafar.